Projeto 'Coração da Rainha' propõe revitalização do Centro Histórico de Bagé
Iniciativa da Geplan prevê sete eixos de atuação, incluindo restauração do Clube Comercial, reorganização do comércio informal e criação de fundo de incentivo para preservação urbana.

A Prefeitura de Bagé, por meio da Secretaria de Gestão, Planejamento e Captação de Recursos (Geplan), apresentou as diretrizes do projeto “Coração da Rainha”. A iniciativa visa reverter o processo de degradação da área central da cidade, que, segundo a coordenação de Patrimônio do órgão, enfrenta abandono há pelo menos uma década. O plano é estruturado em sete eixos, focando na recuperação do patrimônio histórico e na reorganização do espaço urbano.
Um dos pontos centrais do projeto é a situação do Clube Comercial. O prédio passará por duas etapas de intervenção: uma emergencial, que já conta com recursos garantidos, e a restauração completa, com projeto previsto para ser finalizado até julho. A execução das obras está atrelada a prazos legais firmados junto ao Ministério Público, cujo descumprimento pode acarretar a reversão do imóvel ao poder público.
Além das obras físicas, o projeto prevê mudanças estruturais na legislação municipal, como a atualização do Plano Diretor e a revisão do Código de Obras. Também está em pauta a criação de um fundo de incentivo para que proprietários privados possam conservar imóveis históricos. A proposta busca alinhar a infraestrutura da cidade ao seu novo status oficial de município de interesse turístico, facilitando a captação de novos investimentos.
Outro tema que deve gerar debate na comunidade é a reorganização do comércio informal. O plano prevê novas regras para a ocupação de espaços por ambulantes e trailers de lanche, visando ordenar o fluxo no centro e no calçadão. O lançamento oficial do projeto, com o detalhamento de todas as etapas e cronogramas, deve ocorrer nas próximas semanas. A transparência sobre a origem dos recursos e o cumprimento dos prazos acordados com o Ministério Público serão fundamentais para o acompanhamento social das obras.
Fonte original: Jornal Minuano.
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