A Universidade da Região da Campanha (Urcamp) oficializou, nesta semana, a renovação do termo de endosso institucional para a guarda e preservação de materiais arqueológicos resgatados durante as obras da Barragem da Arvorezinha, em Bagé.
O ato de assinatura contou com a presença da equipe técnica do empreendimento, representada pela arqueóloga Gisele Pinheiro e pelo engenheiro civil Victor Peiche, além da reitoria da universidade e da direção da Fundação Attila Taborda. Com a renovação, o Museu Dom Diogo de Souza mantém a responsabilidade técnica de abrigar, higienizar e catalogar os vestígios históricos encontrados no canteiro de obras.
Segundo a arqueóloga Gisele Pinheiro, a manutenção do acervo em Bagé é uma conquista estratégica. Desde 2022, a parceria garante que os artefatos, que são patrimônio da União, recebam o tratamento adequado localmente, evitando o deslocamento para outras instituições fora do município. O reitor da Urcamp, Guilherme Bragança, destacou que a iniciativa cumpre um duplo papel: a preservação da identidade cultural da região e o registro histórico de uma obra que é fundamental para a segurança hídrica e o desenvolvimento econômico de Bagé.
A transparência na gestão desse patrimônio é essencial. Ao manter os achados arqueológicos sob custódia de uma instituição local, a comunidade bageense ganha acesso direto à sua própria história, enquanto o processo de catalogação científica assegura que a construção da barragem — obra de infraestrutura vital para o futuro da cidade — ocorra com o devido respeito às normas de proteção ao patrimônio nacional.
Fonte original: Urcamp Bage.