Transporte sanitário e custos hospitalares elevam despesas municipais no RS
Municípios gaúchos enfrentam aumento expressivo nos gastos com saúde, especialmente com transporte sanitário e manutenção hospitalar. Dados da Famurs indicam que despesas próprias com saúde saltaram de R$ 5,3 bilhões em 2020 para mais de R$ 10,3 bilhões em 2025, enquanto repasses a hospitais subiram de R$ 1,75 bilhão para R$ 4 bilhões no mesmo período. O transporte sanitário representa um custo anual de R$ 484 milhões, com o aporte estadual de R$ 50 milhões sendo considerado insuficiente.
Autoria
Bagé Transparente
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Data da Fonte
22 de maio de 2026 às 09:00
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Publicado no Portal
23 de maio de 2026 às 03:30
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As finanças dos municípios do Rio Grande do Sul estão sob pressão devido ao aumento dos custos com transporte sanitário e a alta das despesas hospitalares. A situação foi debatida em reunião entre representantes da Famurs e da AMCENTRO, que buscam maior regionalização dos atendimentos e transparência nas filas da saúde.
Dados levantados pela Famurs revelam um crescimento significativo nos gastos municipais com saúde. Em 2020, os municípios gaúchos aplicavam cerca de R$ 5,3 bilhões de recursos próprios na área. Em 2025, esse valor ultrapassou R$ 10,3 bilhões anuais. Os repasses para a manutenção da rede hospitalar também aumentaram, passando de aproximadamente R$ 1,75 bilhão em 2020 para mais de R$ 4 bilhões atualmente.
O transporte sanitário de pacientes representa outro ponto de preocupação, com um custo anual estimado em R$ 484 milhões para os municípios, que transportam cerca de 516 mil pessoas por mês para atendimentos em diferentes regiões. Embora o Governo do Estado tenha anunciado um aporte de R$ 50 milhões, o valor é considerado insuficiente, representando pouco mais de 10% do custo total.
A falta de transparência nas listas estaduais de espera para consultas, exames e internações também afeta os gestores municipais. Relatos indicam que o sistema da Secretaria Estadual da Saúde tem dificultado o acompanhamento das filas, com casos na Região de Santa Maria mostrando pacientes aguardando mais de 2.153 dias para tratamento oncológico.
A Famurs e a AMCENTRO defendem soluções conjuntas entre municípios e Estado para otimizar a regulação dos atendimentos, fortalecer as referências regionais e reduzir a necessidade de longos deslocamentos para acesso a serviços de saúde, garantindo um atendimento mais eficiente e sustentável para a população.
Fonte original:
Transparência Editorial
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