RS utiliza mão de obra prisional em projeto de combate ao feminicídio
Iniciativa estadual confecciona bancos vermelhos com apenados para conscientização sobre violência doméstica; 13,1% dos presos no RS possuem histórico de crimes de gênero.
Autoria
Bagé Transparente
Contextualização local com autoria institucional identificada e contato público do projeto.
Data da Fonte
13 de maio de 2026 às 15:38
A data original da publicação é preservada para evitar contexto enganoso.
Publicado no Portal
14 de maio de 2026 às 05:15
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O Governo do Estado do Rio Grande do Sul intensificou as ações de enfrentamento à violência contra a mulher através do projeto dos "Bancos Vermelhos". A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS) e pela Polícia Penal, utiliza a mão de obra de apenados para a confecção de assentos que servem como pontos de reflexão sobre o feminicídio em espaços públicos e de saúde.
Desde outubro de 2025, pelo menos 15 bancos já foram entregues em diversas regiões do estado. As peças mais recentes foram instaladas no Hospital Psiquiátrico São Pedro e no Hospital Sanatório Partenon, em ato realizado na última terça-feira (12/05). Os bancos contêm informações de contatos para emergência e denúncias, funcionando como uma ferramenta de utilidade pública e conscientização pedagógica.
A produção integra o projeto "Mãos que Reconstroem", que envolve mais de 15 mil apenados no Rio Grande do Sul em atividades laborais, permitindo a remição de pena. Segundo dados da SSPS, atualmente 13,1% da população carcerária gaúcha — o que representa mais de 6,7 mil indivíduos — possui histórico criminal relacionado à violência doméstica, reforçando a necessidade de políticas de reeducação no sistema prisional.
O projeto é amparado pela Lei Federal 14.942/2024 e conta com o suporte de cerca de 500 profissionais das áreas de psicologia e serviço social. A transparência sobre os dados da população carcerária e a aplicação de recursos em projetos de ressocialização permitem que a sociedade acompanhe a eficácia das medidas de segurança pública e prevenção à violência de gênero no estado.
Fonte original:
Transparência Editorial
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