MPT-RS intensifica combate ao assédio eleitoral e uso da máquina pública
Em audiência pública, Ministério Público do Trabalho define diretrizes contra pressão política no ambiente de trabalho e reforça o papel de sindicatos na proteção do voto livre em 2026.
Autoria
Bagé Transparente
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Data da Fonte
12 de maio de 2026 às 21:00
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Publicado no Portal
13 de maio de 2026 às 16:15
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O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT-RS) realizou, nesta terça-feira (12/5), a audiência pública “Diálogos com o MPT: Sindicatos, Democracia e Assédio Eleitoral”. O evento marcou o lançamento da campanha Maio Lilás 2026, que este ano foca na defesa da democracia e no combate a práticas abusivas durante o período eleitoral.
Durante o encontro, o procurador-chefe do MPT-RS, Antônio Bernardo Santos Pereira, destacou que o enfrentamento ao assédio eleitoral exige uma atuação articulada entre sindicatos, Ministério Público e Justiça do Trabalho. Um dos pontos centrais foi o pacto firmado para combater a utilização da estrutura da Administração Pública como instrumento de pressão sobre trabalhadores.
A procuradora Thaís Fidelis Alves Bruch esclareceu que, diferentemente do assédio moral comum, o assédio eleitoral não requer a repetição de atos para ser configurado. A prática é caracterizada por ações que visam coagir ou direcionar o voto, podendo ocorrer antes, durante ou após o pleito, com consequências jurídicas nas esferas trabalhista, penal e eleitoral.
Além do assédio, o MPT-RS apresentou projetos voltados ao combate de atos antissindicais e à promoção da igualdade de gênero. O órgão reforçou a vigilância contra a 'pejotização' irregular, utilizada para fragilizar vínculos empregatícios e afastar trabalhadores da proteção sindical. A transparência nas relações de trabalho e o cumprimento da Lei nº 9029 foram apontados como pilares para garantir a liberdade de manifestação política.
A transparência pública é fortalecida quando o cidadão conhece os canais de denúncia e os limites legais da atuação de gestores e empregadores, garantindo que recursos e estruturas públicas não sejam desviados para fins de coação política.
Fonte original:
Transparência Editorial
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