Comunidade de Bagé intensifica mobilização contra tombamento em massa de imóveis
Moradores de Bagé organizam abaixo-assinado contra o tombamento em massa de mais de 3 mil imóveis, alegando entraves ao desenvolvimento urbano e econômico.

Um movimento liderado pelo professor Ricardo Alfaya Saravia tem ganhado força em Bagé, buscando a revisão do tombamento em massa de imóveis no município. A iniciativa, que já conta com milhares de assinaturas, questiona a abrangência da medida imposta pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE), que atinge 77 quadras e mais de 3 mil propriedades.
Os críticos do modelo atual argumentam que a restrição é desproporcional e carece de critérios de relevância histórica individualizada, comparando a situação de Bagé com outras cidades gaúchas. Além disso, o grupo aponta que a falta de incentivos fiscais ou contrapartidas do poder público transforma a preservação em um ônus financeiro insustentável para os proprietários, dificultando reformas e novas construções.
Outro ponto central da mobilização é o impacto na infraestrutura urbana, especialmente no que tange à manutenção de vias com calçamento irregular, que, segundo os organizadores, prejudica a mobilidade e a saúde dos trabalhadores. O movimento defende que a preservação do patrimônio deve ser seletiva e técnica, permitindo que a cidade retome seu crescimento econômico.
Este debate é fundamental para o cidadão de Bagé, pois o modelo de tombamento vigente afeta diretamente o valor dos imóveis, a capacidade de investimento dos proprietários e o planejamento urbano da cidade. A discussão sobre o equilíbrio entre a conservação histórica e o desenvolvimento econômico é essencial para garantir que as políticas públicas atendam às necessidades reais da população local.
Fonte original: Jornal Minuano.
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