CMN adia exigências ambientais para crédito rural e beneficia produtores de Bagé
O Conselho Monetário Nacional escalonou os prazos para comprovação de regularidade ambiental no crédito rural, atendendo pleito da Farsul para evitar o travamento de financiamentos no campo gaúcho.
Autoria
Bagé Transparente
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Data da Fonte
13 de maio de 2026 às 06:31
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Publicado no Portal
13 de maio de 2026 às 19:00
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária realizada na última terça-feira (12), o adiamento e o escalonamento do cronograma de exigências de regularidade ambiental para a concessão de crédito rural. A decisão, que altera o Manual de Crédito Rural (MCR), é fruto de uma articulação da Farsul e da CNA para ajustar gargalos operacionais que dificultavam o acesso ao financiamento desde abril de 2026.
Com a nova resolução, a obrigatoriedade de verificação de desmatamento (baseada em dados do Prodes pós-julho de 2019) seguirá prazos distintos conforme o porte do imóvel. Grandes propriedades, com área superior a 15 módulos fiscais, têm prazo até 4 de janeiro de 2027.
Já os imóveis entre 4 e 15 módulos devem se adequar até julho de 2027, enquanto pequenos produtores e assentamentos ganharam fôlego até janeiro de 2028. Além da dilação dos prazos, o CMN passou a aceitar Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) firmados com órgãos estaduais como prova de regularidade.
Uma medida importante permite que produtores que tiveram pedidos de crédito negados recentemente possam reapresentar suas propostas de financiamento de forma imediata, garantindo a continuidade do fluxo de recursos para o setor produtivo.
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